quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Diana,

não te preocupes que quem não vai fazer nada para te encontrar sou eu.

Aliás, não sei se neste momento não tenho pena do rapaz que te procura. Sério. Pode ser cepticismo meu ou uma clara perda de fé na humanidade, mas a história da cinderela já lá vai. Não quero com isto dizer que fosses obrigada a dizer-lhe mais do que disseste, nem a trocarem telefones sequer. Mas caramba, não deves ser surda, não deves ser cega, por isso viste a figura que o rapaz anda a fazer por Lisboa debaixo de chuva. Queres que ele te encontre à força ou queres fazer o encontro acontecer?

Sim, se tu quisesses ele já te tinha encontrado. Esse jogo pode ser perigoso, principalmente quando mexe com sentimentos expostos numa tv e nas páginas dos jornais. Por isso Diana (e será que Diana é mesmo o teu nome?) deixa-te disso. Ou se ele te encontrar fugazmente no aeroporto momentos antes da tua partida também lhe vais dizer "dia 21 de Novembro tenta encontrar-me no Louvre?". Pois, se calhar até vais para a France de combóio, né?

[e se esta história tiver um final feliz, eu assumo a mea culpa pela dúvida de agora] 

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