domingo, 26 de setembro de 2010

Menos pessoas, menos.

O facebook devia ter instruções (para alguns até deviam ser desenhadas e não escritas).
  1. Como usar o botão "gosto"
Exemplo 1 (e é um suponhamos):
Notícia publicada por essa grande instituição SLB: Aimar lesiona-se e falha próximo jogo do Benfica.
Quem é que pode carregar no "gosto": adeptos de outros clubes, os únicos passíveis de gozarem de alguma satisfação com a lesão de um jogador benfiquista
Quem é que pode comentar isto: todos.

Exemplo 2 (e continua a ser um suponhamos):
Notícia publicada pela SIC: Sócrates pode aumentar os impostos novamente
Quem é que pode carregar no "gosto": ninguém, porque não há ninguém que goste de pagar mais, seja rico, pobre ou uma coisa intermédia.
Quem é que pode comentar isto: todos.

Lição a retirar: vamos carregar menos no botão "gosto" no facebook. Vamos ser selectivos. Vamos valorizar a palavra "gosto". Vamos reavivar-lhe o sentido. Vamos carregar só  no botãozinho quando sabemos do que estamos a gostar. E se gostarmos, claro.

Nota pertinente: gostar do próprio estado ou da própria publicação não é abonatório. Ainda para mais se for o primeiro "gosto". 

Exemplo 1 - o estado:
Zé pensa... fdx, o tempo tá uma ganda merda e assim não consigo fazer nada.
Zé gosta disto.
Ora bem, se o Zé se queixa como é que vai gostar no segundo a seguir? Gosta de quê? Que o tempo esteja mau? De se queixar da vida? Então Zé dará a imagem de incongruência e assim Zé não terá muitas amigas novas no facebook, a não ser aquelas que sejam mafia partners ou que tenham fotos em fio dental, que a bem dizer não percebem nada do que ele escreve, nem querem. Zé, para os mais atentos, não passará de um parvo tontinho.

Exemplo 2 - a publicação:
Zé publicou uma música dos U2.
Ze gosta disto.
Lá está, "gosto" novamente. Se o Zé publica e partilha no seu mural uma ligação é porque gosta daquilo que está a mostrar, certo? Se não é devia ser. Logo a sequência será: eu gosto, vou publicar, assim mais gente poderá gostar e se quiserem carregam no "gosto". E não, a velha máxima do "se eu não gostar de mim quem gostará? no facebook não é válida.


Próxima instrução: como fazer bom uso da caixa de comentários.

About last night...

"What happens in Vegas, stays in Vegas."

E nem com uma faca apontada a um rim eu conto. E eu até podia arriscar porque tenho os dois... mas daqui levam 0.

sábado, 25 de setembro de 2010

Constatação Outonal e deveras idiota...

Saí do banho, espelho muito embaciado como sempre. Olhei para a banheira, olhei para o chão. E fui até ao espelho do quarto a pensar que só podia estar careca. Impressionante. Tenho a certeza que dava para fazer extensões com aquela quantidade de cabelo.  

E tenho também a certeza [sim, pode não parecer mas eu sou uma mulher de certezas e venha o primeiro que diga que não que é certo e sabido que leva logo uma resposta à altura] que hoje já não saio à noite de sandálias e volto à bela da calça de ganga.

Das notícias...

O Pedro Passos Coelho diz que não volta a conversar com o Sócrates sozinho, sem que haja testemunhas a presenciar a conversa.

Pedro... obrigada pela ideia. Estou seriamente a pensar adoptar essa medida para a minha vida. Não vá o diabo tecê-las e o que ontem era verdade passe amanhã a ser mentira.

(sim, o comando apareceu... dentro da mala que estava pendurada na porta da sala. Esquisito? Pois, também acho. Coisas estranhas se passam nesta casa durante a noite. Só pode. Ao menos que os objectos tenham alguma animação... já que a dona continua numa espécie de ramadão que já a faz lançar faíscas pelos olhos.) 

Só comigo, ou talvez não...

A quem teve um acordar pior que o meu: amanhã é outro dia.
A quem teve um acordar igual ao meu: impossível, há merdas que só me acontecem a mim.
A quem teve um acordar melhor que o meu: tenho inveja vossa.

Dor medonha no calcanhar, tipos facas a espetarem com requintes de malvadez.
Copo de leite que me caí das mão antes de entrar no microondas. Estilhaços e leite por todo o lado.
A puta da esfregona que deve ter dotes mágicos e desapareceu do palácio.
Leite que de tão quente que estava me fez babar como uma criança pequena. Não só para cima de mim como para o chão da sala.
O comando da tv cabo que deve ter ido com a esfregona.
Vontade de dizer boa dia a alguém com voz meiga e em vez disso desatar a ler e comentar blogues.

E tudo isto ao som do ladrar do cão do vizinho, tipo caniche. Ao menos que tivesse voz grossa.  À homem.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A miúda é esquisita à brava...*

Definição de miúda: eu.
Treme-me o lábio à velocidade da luz. Parece que tenho o coração ali a bater. E estamos assim desde as 8 da noite.  
E também já dei por mim a pensar que não devia ter ido ter com ele no outro dia. E estamos assim a contrariar o sexto sentido que diz que foi a atitude mais certa possível. E de caminho também ignoramos o "não faças filmes onde não os há, está tudo bem".

Mas alguém se importa de me dar um par de lambadas daquelas bem dadas, de forma a me parar este cérebro e já agora a tal tremedeira? É que não me aguento. O que vale é que daqui a nada isto passa-me. Pelo sim pelo não, Cris, anda cá e bate-me.

*e se substituirem o esquisita por estúpida também não faz mal nenhum.  

Próxima ida ao cinema... *

"Going the Distance". Nem de propósito. Estás convocado.


*ou não. não sei quando é que isto estreia sequer e até lá ainda podem surgir muitos filmes. no cinema e nas nossas cabeças.

Aqui vai: tu disseste publica e eu... sou bem mandada... às vezes.

Está na hora de sair da gaveta um post que foi escrito há algum tempo... com os devidos acrescentos que a vida foi proporcionando. Afinal de contas, lá vão quase 2 anos.

Eu e o B....

Eu e o B. temos uma história invulgar. Travamos conhecimento na net à custa da actual namorada do meu ex. How weird is that?
Começamos a falar. Ficávamos horas naquilo, entre conversas sérias e risos sem fim. Por fim, e passado pouco tempo, lá nos conhecemos. Encontro marcado numas bombas de gasolina (fatídicas bombas, como ele lhe chama), café longo na marina, fim de noite numa roulote entre cachorros e gargalhadas. Foi o nosso primeiro amanhecer juntos. No dia a seguir jantamos num shopping (jantou ele, porque eu tive medo de me babar com a massa), mais um café e um até amanhã. Mas não foi "até amanhã". Foi até 4 ou 5 depois quando eu ganhei coragem de lhe mandar uma msg. E nessa noite caí literalmente aos pés dele. Sim, era a terceira vez que nos víamos e eu escorreguei e escarrapachei-me no chão. E foi quando ele me estendeu a mão a rir-se a bandeiras despregadas e me disse "miúda, eu avisei-te que ías caír aos meus pés. só não pensei que fosse tão cedo" que eu percebi que era um homem assim que eu queria na minha vida. Que se ri-se de mim sem gozar, que dissesse tudo o que lhe passava pela cabeça, que não tivesse "medo" do seu sentido de humor e o usásse a um ritmo alucinante.
E a partir dessa noite... nada foi a mesma coisa. Eu voltei a ser eu. Depois de 10 anos de namoro e 6 meses de "luto"... voltei a ser a pessoa que era e que andava meia desaparecida. Ele trouxe-me de volta o melhor de mim. Passámos tempos fabulosos. Sempre falamos muito, sempre nos rimos muito, sempre partilhamos silêncios que diziam tudo, fomos partindo à descoberta um do outro. Eu com mais reservas que ele, porque o medo de ele perceber que eu estava deliciada era grande. Talvez por isso, tenha dito coisas que não devia acerca de pessoas que não eram assim tão importantes para mim como eu quis fazer parecer. Talvez por isso tenha deixado de dizer o que realmente era importante. E depois de 3 meses absolutamente fenomenais de doideira, paixão e cumplicidade... foi ele quem teve medo. Medo do que eu tinha dito antes. Receio de gostar mais do que era "gostado". E de repente acabou. E eu sofri como não tinha sofrido com a partida do meu ex, o tal de 10 anos. E chorei muito. E senti-me a pessoa mais só do Universo. O tal que insistia em dár-me coisas boas para depois mas tirar... "ah estás a ser feliz como nunca foste? Então toma lá uma patada para não seres burra!". Independentemente do que estava a sofrer não lhe conseguia querer mal. E foi num misto de alegria e tristeza profunda que encarei a ida dele para outra cidade por motivos de trabalho. Fiquei feliz por ele porque era uma grande oportunidade de crescimento profissional. Fiquei de rastos por mim porque assumi que assim é que nunca havería volta a dar ao texto. Era um "já foste!". 
Mas fomos mantendo o contacto, fomos ouvindo as histórias de cada um, passamos por um grande aperto... tudo pelo telefone. Três meses depois, reencontramo-nos ao vivo e a cores. E a certeza que mais ninguém tinha mexido comigo como ele o fez tornou-se mais forte. E voltaram os encontros, sempre especiais, sempre tão nossos. Escassos, e de duração limitada porque a distância de 300kms assim impunha. Nunca rotulamos isto. Era uma espécie de "não-relação", onde sabíamos que a qualquer momento tudo podería ficar por ali. E voltou a ficar quando subitamente apareceu uma pessoa na vida dele que podería ser a "tal". Voltei a sofrer, voltamo-nos a afastar. Dessa vez com contactos muito reduzidos. Tinha de ser. Mas havia alguma coisa que me dizia que não era o fim. E não foi, porque afinal não era a tal. E ele voltou uns tempos depois. E voltou com tudo. E eu adorei que ele voltásse. Porque é sempre mais o que nos une que aquilo que nos separa.

E quando me diz que não se sente com ninguém como se sente comigo... eu acredito. E quando me diz que não consegue ser com mais ninguém aquilo que é comigo... eu acredito. E quando me diz que só comigo consegue ser ele próprio... eu acredito. E quando me diz que muitas vezes chega a casa e sente falta dos momentos que só consegue ter comigo... eu acredito. E quando me diz que quer uma pessoa como eu na vida dele... eu acredito. E quando me diz que se estivesse em Lisboa nós tinhamos uma relação maravilhosa, apesar do meu mau feito... eu acredito. E acredito porque sinto exactamente o mesmo.

E quando me pergunta porque é que a vida tem de ser assim... eu sorrio, encolho os ombros e digo-lhe "a vida é o que fazemos com ela". E quando me pergunta se é o homem da minha vida... eu digo que tem todas as características para o ser. E digo-lhe porque não tenho dúvidas disso.
E ele ouve e sorri.

Agora aqui para nós, ó grande cromo, há pessoas que só têem em comum o ar que respiram... nós temos tudo. E se temos tudo, não há margem para sequer perguntar f#od@-se, mas o que é que falta mais?.

Ele diz... eu sorrio.

Ou melhor, neste caso é mais: eu escrevo, ele responde... eu rio-me, volto a escrever... e acredito que ele se tenha rido.

Depois de uma conversa boa e importante...
Eu (em tom meio doce): foi muito bom. beijo
Ele (1 hora e tal depois): f#d@-se. Só cheguei agora a C.. Beijos
Eu (a pensar "romântico que só ele, that's my boy!"): só agora? Mas querem lá ver que mudaram a cidade de sítio? Não terás ido parar a Espanha?

E isto representa bem aquilo que somos: simplesmente, somos nós próprios. Bom, muito bom. E doutra maneira não tería a mesma graça.

E por aqui, às 4h da manhã fazem-se constatações...

Sim, era isto ou andar a cirandar pela casa... a fazer arrumações e a abrir e fechar portas como se fossem 4 da tarde.

Comprei uma Orquídea no sábado. Achei que ía ficar bem na sala e que até me ía fazer companhia. Diz que se deve falar com as flores para elas crescerem. Assim como assim, entre falar para as paredes ou para as flores... prefiro as últimas. E a ver pelo que ela cresceu o meu monólogo tem sido bom. Se calhar amanhã também a rego, como prémio de bom comportamento.

Vou jurar que tenho um bocado de folha de hortelã da sangria do jantar colada à garganta. E é claro que ja bochechei e lavei o que tinha a lavar... várias vezes até. E nada. Mantém-se a impressão. Bem, mas antes esta que qualquer outra. Entretanto, já bebi um litro e tal de água. O que me leva a contrariar as minhas papilas gustativas, que na altura bateram palmas a cada garfada, e a pensar que se calhar o jantar estava salgado. O café estar forte também justifica muita coisa, e a mais evidente passa por estar aqui a estas horas a escrever post de merda. Sim, desta vez culpo o café de me tirar o sono. Não pode ser sempre o mesmo a ficar com esse mérito. 

Liguei para aquele programa de adivinhar as palavras. Não fui a 25ª chamada, logo não falei com a menina ao telefone. Fui fraquinha (ou realista) e desisti logo à primeira. Nem parece meu. Pena, sempre eram 2000€.

Bem, está a começar uma série. Vou ver... na esperança de ser uma real treta capaz de me fazer adormecer de tédio em menos de 10 minutos. É que senão vou ter de me levantar novamente para  beber mais um copo de água.

Estados d'alma (ou uma espécie de...)

"Look, spaghetti arms. This is my dance space. This is your dance space. I don't go into yours, you don't go into mine. You gotta hold the frame"

... o meu espaço, o teu espaço e coiso e tal... e depois dá no que dá...
Nos filmes, como na vida 


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

These boots are made for walking... in my feet.

Estão a ver aquelas botas/botins/o que lhe quiserem chamar? Se as virem por aí algures perdidas numa Mango, digam-me! Poder ser? Castanhas, tamanho 36/37...

Isto não será muito?

160 euros pela tarifa anual de conservação de esgotos? F#d@-se.  Mas desde quando é que conservar os esgotos é uma cena de gente endinheirada?

Pessoas que são proprietárias de um imóvel: quanto é que pagam de tarifa anual de conservação de esgotos? É por "habitação" ou depende das pessoas que lá habitam? É que quando éramos dois a habitar o palácio, vinham uma conta para cada um. Faz sentido, éramos dois a usar os esgotos e eles dividiam o mal pelas aldeias. Mas agora sou só eu porra! E que bom uso que eu dava a esses 160€...

Só para reforçar a ideia...



Sim... e esta é para ti.

E por falar em romantismo...


So nice...

Estados d'alma...

Depois de uma conversa que me deixou leve como uma pena, qual é a probabilidade de entrar no carro e imediatamente começar a ouvir esta música no rádio? Muita. A probabilidade é muita. Sou eu e são as tais coincidências...
[e é neste momento que eu rezo para ele não ler isto... para lamechisse já bastou os olhos brilhantes, rasos de lágrimas em simultâneo com o sorriso... tipo a história da chuva+sol=arco-íris. Hoje estou assim, pirosinha e romântica, amanhã passa-me... prometo. ] 
You're the reason I believe in love
And you're the answer to my prayers from up above
All we need is just the two of us

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Coisas que não me devem escrever...

... "precisamos de falar".

Principalmente depois de 2 chamadas não atendidas. É coisa para me fazer engolir 7 valdispert de uma só vez. Ou dar-lhe forte e feio no Martini Rosso que para ali anda. Ou as duas coisas vá.

Agora que li o texto da Magui com atenção...

... apraz-me fazer a seguinte pergunta: Ó Magui, que merda é que tu andas a tomar? Seja o que fôr é material do bom e nunca antes visto. É que em vez de te fazer rir a ti, faz rir os outros.
Não, MRP, não é um riso eufórico. É um riso associado a um abanar de cabeça como quem diz "ó mulher, já tinhas idade para ter juízo pah. é que nem para comer és boa, como é que hás-de ser para escrever?"

Miss you like crazy...

... do sabor, do cheiro, de como me aquece a alma, e o corpo também, em dias assim. Que saudades das sopinhas da mãe. E de ti idiota.

E assim de repente a modos que arrefeceu...

Ou melhor, ficou mornito a tender para o frio a passos mais ou menos largos. Pois, é isso.
Mas pode ser que o sol ainda tenha uma palavra a dizer, uns raios quentes para enviar, qualquer coisa que me faça ultrapassar esta aragem fria e desagradável que se instalou. E se o sol não achar conveniente intervir... terei de apelar a uma manta. Nova, de preferência.

[e desengane-se quem ler isto e achar que estou única e exclusivamente a referir-me ao tempo e à mudança de estação.]